
CARNAVAL DE ILUSÕES
Rodriguez
C
Estava eu passeando pelos
jardins da praia, pensando
na vida, quando me deparo
com uma linda flor sento ao seu lado
e começamos a conversar,
falamos da lua que com a sua luz
clareava todo o ambiente, buscamos
Estrelas tentando nos encontrar...
E de repente me vi sonhando...
e esta magnífica flor me conduzia
aos bailes de outrora, falamos
dos nossos bailes de carnaval,
quanta saudade sentimos, dos
confetes, serpentinas, da lança-perfume
lembra? Pois é, hoje não tem mais nada,
agora droga e nu, a droga virou símbolo
de encorajamento e o nu que seria
artístico virou banalidade...
Hoje sou um palhaço de perdidas ilusões,
que da bandeira branca amor...
não vejo mais as colombinas, pierrôs
não se ouve marcha-rancho...
as modinhas cantadas durante o ano inteiro...
E procurando pela minha estrela Dalva
que deveria despontar no céu...
sinto uma lágrima correr em meu rosto
por ver a camélia cair do galho...
e novamente escuto a minha flor
dizendo, é amigo... agora é cinza
de um doce carnaval de ilusões!
E eu disse a flor mimosa do jardim:-
ainda queima em mim a brasa do meu sonho
e me proponho a guardar a serpentina
que um dia me atirou.
Vem. Coloca na brisa da manhã o perfume
da bela odalisca do meu harém. Vem...vem...vem...
você está onde estou. E vai por onde vou.
Para um tão grande amor...
não me leve a mal.
ontem...hoje... e sempre
será o nosso carnaval.
Rodriguez
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