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BRONQUIOLITE
A bronquiolite surge em crianças com menos de 12 meses de idade, e é uma causa muito frequente de internamento. O agente mais frequente é o vírus respiratório sincicial (VRS), típico do Inverno. Por vezes outros vírus podem estar implicados, como os adenovírus, que surgem por surtos e podem deixar fragilidade brônquica durante muito tempo. O VRS transmite-se através da tosse, dos espirros ou das secreções nasais de uma pessoa infectada (e os adultos não dão por estarem infectados) – a lavagem de mãos, quando se tratam as crianças, bem como o uso de máscara quando se está constipado podem impedir a contaminação.
A acção dos vírus leva a descamação das células da parede do bronquíolo, com congestão e grande obstrução, o que provoca um enorme aumento da resistência à entrada e sobretudo à saída do ar.
Clinicamente a bronquiolite manifesta-se por dificuldade respiratória, sobretudo à saída do ar (expiração) e respiração muito sibilante (pieira).
Há geralmente uma história de constipação banal nos dias anteriores e a duração das bronquiolites é curta (dois/três dias) mas enquanto a situação não se resolve deve-se manter a criança sob vigilância porque a qualquer momento a obstrução bronquiolar pode sofrer um agravamento.
O tratamento passa por:
● colocar a criança em posição semi-sentada, para que respirar não seja tão cansativo;
● realizar sessões de cinesiterapia e aerossóis, três a quatro por dia, com cerca de 15 minutos de duração;
● garantir uma correcta hidratação;
● desobstruir o nariz. Se a situação não melhorar ou houver grande dificuldade respiratória, cianose (o bebé ficar azulado ou arroxeado), cansaço extremo, mau estado geral ou incapacidade de se alimentar e ingerir líquidos, a criança deverá ser imediatamente levada a um serviço de urgência.
RESFRIADO – CONSTIPAÇÂO
As constipações são das doenças mais frequentes entre o primeiro e os cinco anos. São provocadas geralmente por vírus – predominantemente os chamados rinovirus que, como o nome indica, infectam o nariz, mas também por outros tipos de vírus –, e revelam-se por aumento das secreções nasais, espirros, obstrução nasal, sensação de «nariz cheio», dor nasal, febre baixa e falta de apetite. Ocorrem sobretudo no Outono e no Inverno, devido ao tempo frio e húmido, e ao facto de, por causa da chuva e do mau tempo, as crianças estarem mais fechadas em casa (ou nos infantários e jardins-de-infância), havendo maiores hipóteses de propagação.
A transmissão dos vírus respiratórios responsáveis pelas constipações faz -se por via aérea, através dos espirros, tosse ou «perdigotos» de uma pessoa infectada. Muitas vezes, os adultos nem percebem que estão doentes, dado que os sintomas de obstrução não são marcados como na criança, que tem as vias aéreas mais estreitas. Salvo os casos em que a febre é alta ou as secreções esverdeadas e não passam, o melhor tratamento é tratar apenas os sintomas de obstrução, aplicando soro fisiológico e ou um preparado de água do mar, um descongestionante em gotas (não ultrapassando os três dias de utilização) e, sobretudo, dando à criança condições de conforto – descanso, bebidas quentes, posição de dormir um pouco inclinada (colocar uns livros debaixo dos pés da cama, na cabeceira) para a criança poder respirar melhor, aerossol nasal para hidratar as secreções nasais... e pouco mais.
Os antibióticos não têm qualquer utilidade, a não ser nos casos em que já há infecção bacteriana – e mesmo assim nem em todos os casos, pelo que deverá ser sempre o médico a receitar este tipo de medicamento.
GRIPE
A gripe é uma doença viral, causada por um agente específico – o vírus da gripe, de que existem algumas variedades (designadas por estirpes) – e causa uma doença típica: febre, dores musculares, mal-estar, quebra do estado geral, tosse seca, irritativa e dores de garganta, dores de cabeça, e perda de apetite, dores abdominais e vómitos, entre outros sintomas. Aparece sobretudo nos meses de Inverno e propaga –se de pessoa para pessoa, principalmente através da tosse e dos espirros, desde um dia antes de ter sintomas até cinco dias depois. A vacina da gripe, em anos não epidémicos, está indicada nas crianças que tenham factores de risco e deve ser feita preferencialmente no Outono.
PNEUMONIA
Chama -se pneumonia a qualquer inflamação dos pulmões causada por uma infecção por bactérias, vírus ou outros micróbios. Geralmente estes microorganismos entram pelo ar, através da respiração. Algumas vezes, os vírus, que não provocam pneumonia, abrem caminho às bactérias porque causam estragos no sistema de defesa.
Os sintomas de uma pneumonia bacteriana aparecem subitamente e podem incluir dor torácica, febre, arrepios, dificuldade respiratória e aumento da frequência cardíaca. Quando surgem estes sintomas, há que suspeitar de uma pneumonia. São sinais de gravidade, mesmo de emergência médica, incluem febre muito alta, cor da pele arroxeada, prostração, confusão mental. Se com a tosse vier pus ou sangue, deve levar -se a criança imediatamente à urgência. Quando a pneumonia é nos lobos inferiores, um dos sintomas dominantes pode ser a dor na barriga que, juntamente com a febre, os vómitos e a prostração simulam frequentemente apendicite aguda.
As pneumonias causadas por um organismo chamado mycoplasma são um pouco diferentes, mais parecidas com a gripe, com cansaço, febre não muito alta, dores de garganta e diarreia. A tosse é seca e repetida, e prolonga-se durante semanas.
O tratamento das pneumonias, passa por:
● desobstruir – a obstrução das vias aéreas é o responsável pelos sinais e sintomas, devendo por isso ser o principal alvo do tratamento – o nariz deverá ser desobstruído, através da colocação de gotas de soro fisiológico e gotas de fenilefrina duas a três vezes ao dia, durante três dias). A cinesioterapia é fundamental;
● hidratar adequadamente – dar água e líquidos, fazer aerossol frequentemente e baixar a febre;
● fraccionar-se as refeições;
● temperatura ambiente neutra;
● desobstruir as vias aéreas ;
● fluidificar as secreções – utilizando aerossóis, para que as secreções possam sair em maior quantidade, em cada tosse;
● cinesiterapia (“pancadinhas”) e drenagem postural;
● repouso e não voltar à escola antes de convalescer.
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